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sábado, 10 de novembro de 2018

Questão 8 - Exame de Suficiência CFC 2018.1 - Fluxo de caixa

As informações a seguir foram disponibilizadas pelo Departamento Contábil de uma Sociedade Anônima que atua no setor de comércio.

Fluxo de caixa indireto

  • Em 2017 foram pagos dividendos no valor de R$ 700.000,00. 
Considerando-se as informações apresentadas e a NBC TG 03 (R3) – DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA, assinale o valor que representa o Caixa Líquido Gerado pelas Atividades Operacionais dessa companhia. 

A) (R$ 2.400.000,00).
B) (R$ 1.200.000,00).
C) R$ 800.000,00.
D) R$ 2.400.000,00.

Solução:

 A questão requer ao final, o valor do caixa Líquido gerado pelas atividades operacionais, indicando apenas dados do Balanço Patrimonial e DRE, indicando aí que quer que seja pelo Método Indireto.

Logo após os demonstrativos, traz a informação de que nesse período foram pagos a título de dividendos, R$ 700.000. Essa é uma informação a ser checada antes de iniciar a construção de nosso fluxo de caixa.

Olhando os balanços comparativos, percebe-se no balanço de 2016, um PL de 16.500.000 e no de 2017, um total de 17.800.000.

Acontece que 16.500.000 somado ao Lucro de 2.000.000 observado no DRE daria um total de 18.500.000. Se no PL de 2017 está 17.800.000, então, é porque os 700.000 já foram considerados aí, e não devemos mais trabalhar com ele no nosso fluxo de caixa. Mesmo que fôssemos também trabalhar as atividades de investimento e financiamento, o que não é o caso aqui, não iríamos mais utilizar esses 700.000.

Agora, devemos partir do lucro líquido do período e ajustá-lo, adicionando de volta as despesas que não impactaram caixa e/ou subtraindo dele, as receitas que também não impactaram caixa, ou seja, meramente contábeis.

Olhando tanto para BP quanto DRE, os valores que não impactam caixa, é apenas referente a depreciação, que foi de 1.000.000 no período. Essa depreciação diminui o resultado econômico, mas não causa desembolso, não impactando caixa e por isso deve ser adicionada de volta ao lucro.

Lucro Líquido do Período      2.000.000
(+) Depreciação                      1.000.000
Lucro líquido Ajustado           3.000.000

A partir daí, passa-se a observar somente o Balanço Patrimonial comparativo,  e somente nas contas do ATIVO E PASSIVO CIRCULANTES que têm a ver com as operações da empresa, já que vamos identificar o caixa líquido gerado pelas atividades operacionais. Devemos então observar cada uma dessas contas no BP de 2016, comparando com a mesma conta no BP 2017 e verificar qual foi o total da variação. A Exceção dessas contas, são aquelas englobadas pelo DISPONÍVEL.

Em seguida, esse valor deve ser adicionado ou subtraído do lucro líquido ajustado.

Contas Devedoras ( ativos e retificadores de passivo)
Quando aumentam de um BP para outro, diminuem caixa, devendo ser subtraídas do lucro líquido ajustado. E quando diminuem, aumentam o caixa, devendo ser adicionada o valor da variação

Contas Credoras (passivos e retificadores de ativos)
Quanto aumentam de BP para outro, aumenta também o caixa, devendo sua variação, ser adicionada, enquanto que, quando diminuem, devem ser subtraídas do lucro líquido ajustado.


Lucro Líquido ajustado                        3.000.000
(-) Var. Dupl. Receb. (devedora)         (3.500.000)
(-) Var. Mercd. Revenda (devedora)    (1.000.000) 
(+) Var. Fornec.  (credora)                    2.200.000
(+) Var. Sal. a Pagar (credora)                1.00.000
Caixa Líqudo das atvid. Operacio.     8.00.000

Perceba que há dentro do Passivo Circulante um Financiamento a Pagar no valor de 10.000.000. Porém, ele seria conta a tratar dentro das atividades de financiamento e não de atividades operacionais. No máximo, o que o CPC encoraja as empresas a fazerem com relação a esse financiamento, seria considerar os seus juros pagos como atividade operacional, porém a questão não menciona juros pagos por esse financiamento.

Alternativa C
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