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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC) - Método Indireto

Diferentemente do que é visto nas demais a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) é a única que não segue a ótica do regime de competência e sim, do regime de caixa.

Nesse caso, apenas aqueles ingressos e ou que consumiram recursos do caixa serão considerados para efeito da DFC.


Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC) - Método Indireto

Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC) - Método Indireto


Para elaborar a DFC pelo método indireto, necessitamos do Balanço patrimonial de um ano final e do ano anterior. Já o uso da DRE será utilizada somente quando pelo método direto.

Pelo método indireto, a partir do resultado contábil líquido ajustado, pode-se determinar as variações do caixa de um exercício em relação a outro, bem como, verificar de forma conciliatória tais variações.

Esse ajuste do que se tem como resultado no DRE nos recoloca novamente a fazer separar o que significa valores econômico de valores financeiros, ou seja, como devemos utilizar apenas valores que de fato afetaram o caixa, retirando por exemplo, depreciação, ganhos ou perdas de equivalência patrimonial e de aplicações financeiras ou empréstimos, enfim, deve ser ajustado para somente valores que afetaram o caixa.

Veja o quadro com detalhamento dos ajustes no Resultado:

Resultado Líquido do exercícioDRE contábil conforme regime de competência
(+/-) Ajustes de exercícios anterioresReceitas não consideradas e também a diminuição de despesas não consideradas de exercícios anteriores
(+) Despesas ou perdas meramente conábeisse não afetam o caixa: depreciação, amortização, exaustão, impairment, juros e atualização de dívidas de longo prazo
(-) Receitas ou ganhos meramene contábeisse não afetam o caixa: resultado de equivalência patrimonial e também as atualizações de aplicações financeiras de longo prazo
(+) Perdas com ativos permanentes (perda de capital)
fatos redutores do resultado contábil e que, por serem inerentes  às atividades de investimento, devem ser retirados das atividades operacionais

(-) Ganhos com ativo permanente (ganho de capital)fatos que aumentam o resultado contábil e que, por serem inerentes  às atividades de investimento, devem ser retirados das atividades operacionais
Resultado Líquido ajustadoResultado que de fato afetou o caixa

Observando os detalhes do quadro acima, após o resultado líquido do exercício que, é como se anulássemos aqueles valores que embora tenha alterado o resultado líquido da empresa, mas que em nada afetaram o seu caixa ou equivalentes de caixa, isso é, para efeito de DFC.

Depois desses ajustes, teremos o Resultado Líquido ajustado que, poderá ser positivo (aumentará o caixa) ou, negativo (diminuirá o caixa).

Principais contas e ajustes (+/-)

Resultado Líquido do Exercício
(+/-) Ajustes anteriores
(+) Despesa de depreciação, amortização e exaustão
(+) Perda com Equivalência Patrimonial
(+) Prejuízo na venda de Ativo Permanente - (AP)
(+) Encargos sobre PE de Longo Prazo
(-) Ganhos com Equivalência Patrimonial
(-) Lucro na venda de Ativo Permanente (AP)
(-) Rendimento sobre AR (aplicações) de Longo Prazo
Resultado ajustado



Praticando:

Questão do exame de Suficiência para Bacharel em Ciências Contábeis de 2011.1.

Questão 1

Uma sociedade empresária apresentou, no exercício de 2010, uma variação positiva no saldo de caixa e equivalentes de caixa no valor de R$18.000,00. Sabendo-se que o caixa gerado pelas atividades operacionais foi de R$28.000,00 e o caixa consumido pelas atividades de investimento foi de R$25.000,00, as atividades de financiamento:


a)     Geraram um caixa de R$21.0000,00.
b)     Consumiram um caixa de R$15.000,00.
c)     Consumiram um caixa de R$21.000,00.
d)     Geraram um caixa de R$15.000,00.


Resolução:

Variação de 18.000
Atividade operacional 28.000
Atividade Investimento (25.000)
Ativ. de Financiamento ?

28.000 – 25.000 + x = 18.000
X = 18.000 – 28.000 + 25.000
X = 15.000


Questão 2

O auditor realizou uma contagem física no caixa da empresa auditada. Considerando que nessa data o saldo anterior existente era de R$100.000,00 e, levando em consideração os eventos após a contagem, o CORRETO valor do saldo final do caixa da empresa é de: 

Eventos:

-  Pagamento de duplicata de um determinado fornecedor, efetuado por meio de cheque no valor de R$57.000,00. 
-  Recebimento de duplicatas em carteira no valor de R$72.000,00, acrescido de juros por atraso de 2%. 
-  Pagamento em dinheiro de despesas diversas no valor de R$21.900,00. 
-  Pagamento em dinheiro de serviços terceirizados no valor de R$51.000,00.

      a.  R$27.100,00.
b.    R$43.540,00.
c.    R$100.540,00.
d.    R$173.440,00.

Resolução:

Nesse caso, deve-se observar quais transações afetaram o caixa. Percebe-se que das 4 transações ocorridas, apenas a primeira, que foi em cheque e que supostamente tenha sido para uma data a frente não afetou o caixa.


Das outras 3 que afetaram o caixa, deve-se dar uma atenção maior à segunda transação, pois, além do recebimento dos R$ 72.000, houve também 2% sobre esse valor, recebido pela empresa.


Veja um exercício completo com a Demonstração de Fluxo de Caixa pelo Método Indireto
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