Contabilidade e Matemática para Negócios e Concursos

sábado, 7 de maio de 2016

Origem e aplicação de recursos

No artigo passado terminei com essa tabela abaixo, mostrando quem aumenta e quem diminui conforme sua natureza e no momento em que é debitado ou creditado. A aplicação de Recursos tem sempre natureza devedora, aumentando os Ativos.

MECANISMOS DE DÉBITO E CRÉDITO

GRUPO
DENOMINAÇÃO
NATUREZA
MECANISMO DE DÉBITO E CRÉDITO
1
ATIVO
Devedora
D
Aumento
C
Redução
2
PASSIVO
Credora
D
Redução
C
Aumento
3
RECEITACREDORA
D
Redução
C
Aumento
4
DESPESADEVEDORA
D
Aumento
C
Redução

As Origens dos Recursos


Para se fazer investimentos em bens e direitos de uma organização, fazendo com que ela comece suas atividades, é necessário que de algum lugar, venha o que chamamos de origens.

Os Passivos e o Patrimônio Líquido são, normalmente os representantes dessas origens.

De acordo com as partidas dobradas (a cada débito corresponde a 1 crédito de igual valor), os recursos têm que serem investidos naqueles elementos estruturais do negócio e que certamente o irão movimentá-lo, como, por exemplo, móveis e utensílios, conta bancária estoques de mercadorias, máquinas e equipamentos, etc..

Fica claro que as origens, quando aplicados em algo que vai movimentar os recursos, esses que vão se movimentar, serão os ATIVOS (investimentos feitos no negócio). Já as origens, de onde vem os financiamentos dos ATIVOS, são chamados de PASSIVOS.

A natureza das contas fica dessa forma explicada, enquanto os passivos (origens) têm natureza credora, já que são os créditos em favor de pessoas que se dispuseram de seus recursos e os colocando na entidade e esta beneficiada é quem irá movimentar esses recursos. Assim, percebe-se que as aplicações (ativos) advêm dos passivos, que em muitas situações são remunerados em função de aluguéis, juros,  dividendos, salários, etc, e, por isso, tem natureza credora.

Capitais de Terceiros e Próprios


  1. Capital de terceiros – aquelas pessoas alheias ao negócio, mas, que fornecem recursos que irão financiar o empreendimento da organização. São inclusos nesse conceito, os fornecedores de mercadorias ou serviço, os financiamentos e empréstimos bancários, os tributos devidos, os investidores que também colocam dinheiro no negócio, salários a pagar, contas a pagar e outros créditos contra a organização.
  2. Capitais Próprios – nesse grupo, vemos os proprietários da organização, que envolve todo o Patrimônio Líquido e personificado pelos itens: Capital Social e a Realizar, Reservas e Lucros ou Prejuízos.

Composição do Balanço Patrimonial



Origem e aplicação de recursos


ATIVO


ATIVO CIRCULANTE (Grupo)


DISPONIBILIDADES 


Caixa, Bancos, Aplicação em títulos de liquidez imediata, aquilo que pode ser requerido a qualquer momento:
Créditos – direitos sobre os clientes e outros devedores, resultantes de operações realizadas a prazo tais como: contas a receber, títulos a receber, clientes, etc;
Estoques – mercadorias, matérias-primas, produtos em elaboração, etc;
Direitos realizáveis – despesas pagas antecipadamente, seguros, etc.

ATIVO NÃO-CIRCULANTE (Grupo)


REALIZÁVEL A LONGO PRAZO (Subgrupo)


Direitos vencíveis após o término do exercício seguinte, ou com vencimento após 12 meses da data da realização do último Balanço.
Os empréstimos a pessoas ligadas (Acionistas, Diretores, e outras pessoas a fins) também pertencem a esses subgrupo, independente do prazo de vencimento, desde que os empréstimos não façam parte das operações principais da empresa ou seja, daquele ativo de qual a empresa precisasse em curto prazo para movimentar o negócio.

INVESTIMENTOS (Subgrupo)


Com o passar do tempo e os negócios ganhando forças, pode a empresa passar a participar(investir) em outras em outras sociedades e em outros direitos, porém, desde que, o recurso a ser investido, não seja para a manutenção das atividades do empreendimento como. Exemplos desses investimentos: obras de arte, investimentos em ações ou cotas de outras sociedades, imóveis para aluguel, antiguidades, etc.

IMOBILIZADO (Subgrupo)


Direitos sobre bens tangíveis destinados à manutenção do entidade ou que seja exercido com essa finalidade e os também, aqueles decorrentes de operações que transfiram para a entidade os benefícios, riscos e controle desses bens, que podem ser: edifícios, máquinas, terrenos, veículos, equipamentos, móveis e utensílios, instalações, edificações em construção, benfeitorias, etc.

INTANGÍVEL (Subgrupo)


Há ainda aqueles que não são palpáveis, mas que também é um direitos. Devem ter por objeto bens incorpóreos que se destinem à manutenção do empreendimento ou que tenha esta finalidade. Exemplos: fundo de comércio, direitos autorais, softwares, marcas, patentes, fórmulas, etc.

PASSIVO


PASSIVO CIRCULANTE (Grupo)


Neste grupo estão as obrigações, inclusive as decorrentes de arrendamento mercantil, os encargos e os riscos com vencimento até o término do exercício social seguinte.As obrigações assumidas para o financiamento das operações. Esta inclusão no Circulante dependerá do prazo de exigibilidade, quando serão classificadas as obrigações assumidas no curso do exercício. Ex. Fornecedores, Títulos a pagar, Salários a pagar, Impostos a recolher, Empréstimos a pagar, etc.

PASSIVO NÃO-CIRCULANTE (Grupo)


EXIGÍVEL A LONGO PRAZO (Subgrupo)


Aqui se encontram as obrigações, incluindo as decorrentes de arrendamento mercantil, os encargos e os riscos, conhecidos e calculáveis com vencimento após o término do exercício seguinte.Enquadra-se também como sendo de longo prazo, as transações de empréstimos de Diretores e outras pessoas ligadas ao negócio, Acionistas, nesse caso, independentemente do prazo de vencimento.

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Grupo)


Também chamado de Capital Próprio, nesse grupo se encontram as obrigações para com os Sócios da entidade. Suas principais contas são: Capital Social, Reservas, Ações em Tesouraria e Lucros ou Prejuízos Acumulados.
Manoel Oliveira
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