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terça-feira, 17 de maio de 2016

Financiamento a pagar de curto prazo Pós-Fixado

Esse tipo de financiamento, pós-fixado, não nos permite saber de momento qual o montante dos encargos e sim, somente apenas em data posterior à transação.

Contabilização de Empréstimo ou Financiamento


Exemplo:
A Empresa M Oliveira Contabilidade necessitando de capital de giro, contratou um financiamento de R$30.000 junto à uma Instituição Financeira para pagamento em 3 parcelas iguais, corrigidos monetária e mensalmente pela variação do IGPM e juros de 2% ao mês. Perceba que até temos uma taxa de juros, mas a correção monetária saberemos apenas na data próxima do pagamento.

Nessas condições, percebemos uma grande diferença em relação ao recebimento dos valores, quando comparamos com o empréstimo ou financiamento prefixado, ou seja, o dinheiro a ser liberado pela instituição financeira em nossa conta corrente, é pelo valor integral, uma vez que ainda ainda se sabe qual será o valor total da correção.

Então, inicialmente teríamos o seguinte lançamento pelo recebimento do financiamento:

  • D - Banco---------------------------- 30.000
  • C - Financiamento a pagar -------- 30.000
Chegando ao momento de pagar a primeira parcela, devemos calcular esses encargos. Sabendo que nesse mês a variação do IGPM tenha sido de 1,7%, passemos a calcular os encargos de juros e variação monetária.

Os valores percentuais da variação monetária e dos juros devem ficar na sua forma centesimal e multiplicar pelo saldo devedor, que como não foi paga nenhuma parcela ainda, permanece em R$ 30.000.

Variação monetária no mêsDespesas com juros no mês
30.000 * 0,017  = 51030.510 * 0,02 = 610,20
Para o cálculo da despesa com correção, o 1,7% é aplicado sobre os R$ 30.000. O resultado de R$ 510,00 é incorporado ao principal para que sejam calculados os juros.

Total de encargos:
510 + 610,20
Total de encargos, R$ 1.120,20

Contabilização dos encargos do mês desse financiamento:

  • D - Despesas com Juros --------------------- 610,20
  • D - Variação monetária passiva -------------510
  • C - Financiamento a pagar-----------------1.120,20
(As duas primeiras contas são de resultado e a terceira, financiamento a pagar, é uma conta do passivo).

Com isso, o empréstimo a pagar se elevará para R$ 31.120,20

Financiamento a pagar de curto prazo Pós-Fixado
No caso de termos creditado financiamento a pagar ao invés de creditar banco ou caixa, é porque nesse momento estamos apenas apropriando esses encargos e não pagando-os. Por esse motivo eles estão aumentando o valor de financiamento a pagar, naquela conta do PASSIVO CIRCULANTE.

Supondo que agora fôssemos fazer o pagamento da primeira parcela, conforme o boleto que recebemos da Instituição Financeira, saberíamos a parcela que iríamos pagar, debitando financiamento a pagar e creditando Conta Banco. Assim, a nossa figura acima mudaria, pois, ao pagarmos uma parcela, devemos debitar o seu valor nessa conta empréstimo ou financiamento a pagar.

Vamos dividir o valor do empréstimos pelo total de prestação restante, que ainda são as 3 parcelas:
31.120,20 / 3 = 10.397,40

Então, por esse pagamento da primeira parcela, pegamos o valor que tínhamos do empréstimo mais os seus encargos já apropriados e dividimos pelo total das parcela que ainda faltava, que no caso eram 3 e percebemos que o valor a ser pago na parcela era de R$ 11.110.

  • D - Financ. a pagar --------------------10.397,40
  • C - Banco -------------------------------10.397,40
Financiamento a pagar de curto prazo Pós-Fixado-1
O mesmo será feito para os meses seguinte, quando se souber a variação monetária do mês, calculando o seu valor com base nos R$ 20.722,80 devedor, bem como, os 2% de juros, debitando despesas (conta de resultado) e creditando Empréstimo ou Financiamento a pagar.

E quando chegar o momento de pagar, deve debitar esse empréstimo ou financ. a pagar e creditar banco.

Operações Financeiras
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