Contabilidade e Matemática para Negócios e Concursos

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Demonstrativos contábeis e sua obrigatoriedade

Como sabemos, a Lei 6.404/76 teve algumas alterações, devido às tendências de uniformização das práticas internacionais de contabilidade e isso incluem os demonstrativos contábeis.

Demonstrativos contábeis


A Lei das Sociedades por Ações e Normas da Comissão de Valores Mobiliários exigem vários demonstrativos. Dentre os principais temos:

  • Balanço Patrimonial; 
  • Demonstração do Resultado do Exercício;
  • Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados;
  • Demonstração de Mutações no Patrimônio Líquido;
  • Demonstração dos Fluxos de Caixa;
  • Demonstração do Valor Adicionado;
  • Notas Explicativas e 
  • Parecer dos Auditores Independentes.

Demonstrativos contábeis e sua obrigatoriedade

Mudanças bastante significativas e modificativas foram percebidas na estrutura e nos procedimentos contábeis adotados até dezembro/2007 e 2009 por conta dessas medidas e tantas outras resoluções e pronunciamentos pelo CPC. Foram ainda publicados pelas corporações, outros demonstrativos, evidenciando mais aspectos como: planos de investimentos, contratos efetuados, participação e evolução setorial, seguros, riscos inerentes ao negócio e outros aspectos relevantes, constantes do Relatório da Administração, publicados juntamente com os demonstrativos obrigatórios.

Do Sistema Contábil, derivam dois principais demonstrativos padronizados: 


1 - Balanço Patrimonial


A situação econômico-financeira do empreendimento é demonstrada de forma estática numa determinada data, demonstrando também a evolução do patrimônio, representado por bens, direitos e obrigações que se acumularam ao longo dos exercícios (normalmente os exercícios coincidem com o ano calendário – 01 de janeiro a 31 de dezembro).

2 - DRE


Aqui fica demonstrada a dinâmica dos resultados obtidos nas operações ocorridas durante todo o período, como, por exemplo, Receitas, devoluções, abatimentos, impostos compensáveis, custos dos produtos e serviços, despesas, participações, lucro por ação, entre outros.

Há ainda outros demonstrativos importantes, porém, que já derivam desses dois. Esses outros demonstrativos exibem fontes para que possa ser interpretados outros aspectos da situação econômica e financeira do empreendimento, como, por exemplo, fluxos de caixa, valor agregado, lucros ou prejuízos acumulados, variações no patrimônio líquido, etc.

Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA)


Movimentações ocorridas nas contas Lucros ou Prejuízos Acumulados, legalmente obrigatória por todas as sociedades, são demonstradas nesse tipo de demonstrativo. O saldo dessa conta referente ao período anterior deve ser apresentado, suas movimentações, bem como, levantando seu saldo no final do período.

Demonstração de Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)


A DLPA está incorporada na estrutura desse demonstrativo, uma vez que ele é mais abrangente e, evidencia todas as transações que afetaram o Patrimônio Líquido, incluindo Lucros ou Prejuízos Acumulados. No entanto, a sociedade poderá optar ou não pela sua publicação (caso não esteja enquadrada). Se publicar a DMPL, esta já estará substituindo a DLPA.


Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)


Serve para evidenciar os fluxos de caixa gerados pelo empreendimento. Caixa é considerado um subgrupo de ativos de alta liquidez (capacidade de ser rapidamente transformado em dinheiro) e, por isso, chamado de Disponível. Composto pelo Caixa, Bancos Conta Movimento e Aplicações Financeiras de Curtíssimo Prazo (até três meses para realização, utilizados para maximizar a eficiência de recursos que não vão ser utilizados imediatamente e por isso acabam sendo aplicados).

Esse demonstrativo poderá ser elaborado por dóis métodos, DIRETO e INDIRETO.
Tem como função, demonstrar os fluxos gerados nas atividades operacionais, de financiamento e de investimento.

Demonstração do Valor Adicionado (DVA)


Expressa os valores agregados pela entidade e que distribuiu nas relações com a sociedade. Um exemplo claro, seria como se fosse o PIB da organização. Baseia-se nas informações do DRE e as especificações das receitas sobre suas várias formas, insumos, depreciações, impostos, etc, discriminados sob a forma de recursos distribuídos ao meio social: salários, impostos, juros, dividendos distribuídos, aluguéis, lucros retidos, etc.

Notas Explicativas


Serve para dar mais esclarecimentos. Evidencia métodos e critérios adotados na elaboração dos demonstrativos contábeis e ainda outros quadros para análises e demonstrativos complementares, dos quais, se precisa deles para um entendimento completo.

Essas Notas Explicativas são de uso obrigatório e podem ser do tipo:

  • Relatórios da Administração (Diretoria);
  • Parecer dos Auditores Independentes.

Relatórios da Administração (Diretoria)


Planos de investimento, objetivos da administração, quadros analíticos de desempenho e projeções individuais e setoriais, projetos de expansão, programas, políticas e estratégias institucionais,  e outros aspectos relevantes que ajudem na avaliação, são inclusos nessa peça.

Parecer dos Auditores Independentes.


A fidedignidade e conseqüentemente a credibilidade dos demonstrativos contábeis publicados são aumentadas com esta peça. É uma peça obrigatória para as companhias abertas, seguradoras e instituições financeiras.

Esses auditores independentes devem ser certificados pela CVM. Eles examinarão os demonstrativos antes destes serem publicados e, dessa forma, darão seu parecer sobre o conteúdo e adequação aos princípios contábeis vigentes, que, dirão também sobre a situação econômica e financeira expressa pelos demonstrativos dizendo se estão realmente evidenciando a realidade.
← Postagem mais recente Postagem mais antiga → Página inicial

0 comentários:

Postar um comentário

Postagens populares