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domingo, 10 de abril de 2016

Pensadores de Economia

A Economia, assim como outras Ciências, também possui seu pensamento e aqui estão alguns desses grandes nomes dentro da Economia, grandes pensadores que, mesmo sendo do século passado, suas teorias estão até hoje ajudando a entender os fenômenos econômicos.


Pensadores de Economia

Economistas Clássicos

Adam Smith (1723 – 1790)

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Escreveu “A Riqueza das Nações” em 1776. Este livro falava sobre as razões que fazem as nações prosperarem.

Economista clássico que ficou conhecido como pai do liberalismo. Considerado liberal pelo seu conceito de “mão invisível” e “divisão do trabalho”, que até nos dias atuais continua presente nos debates econômicos.

*Divisão do trabalho - Creio que todos nós já vimos um pouco durante as aulas no ensino médio, mas, só pra relembrar, antigamente todas as etapas do processo de produção era feito por um único artesão, ficando esse processo demorado e até custando mais para o produtor, resultando em preços mais altos para o consumidor final. Com o advento da divisão do trabalho, segundo o Adam Smith, com a divisão do trabalho, onde cada pessoa se especializando em uma etapa do processo produtivo, teríamos trabalhadores mais produtivos, havendo maior produtividade, significando que, mesmo com menos trabalhadores, será possível produzir a mesma quantidade de produtos, consequentemente, custando menos ao produtor que, por conta disso, poderá também diminuir o preço para o consumidor final.

Dessa forma, a liberdade para a divisão do trabalho levaria à especialização que, por sua vez, levaria a produtos melhores, utilizando de um melhor processo técnico.

*Mão Invisível - Explica o funcionamento do capitalismo. Adam Smith defendia o funcionamento da economia capitalista, dizia que as pessoas eram do tipo egoísta, sempre agindo em benefício próprio, por exemplo, o proprietário de uma sorveteria, quando procura dar uma melhor qualidade e preços mais baixos para seus produtos, ele não está pensando em ajudar ao consumidor e sim, em ganhar da concorrência, atraindo mais clientes e consequentemente, mais lucro.

Já o cliente, quando vai nessa sorveteria, não é porque queria ajudar o dono desse estabelecimento e sim, porque era perto de sua casa, ou porque via que tinha menor preço, ou melhor qualidade, enfim, ambos pensavam mesmo era em si.

Então, ele dizia que mesmo dessa forma, agindo de forma egoísta, pensando em si, mesmo assim, involuntariamente, acabava gerando o bem estar geral da sociedade, falando de maneira econômica. Dizia ainda que o governo não deveria interferir na atividade produtiva, ficando essa tarefa para a iniciativa privada. Achava que o governo interferindo, a mão invisível não funcionaria, estando ainda essa mão invisível relacionada com as forças de demandas e ofertas.

David Ricardo (1772 – 1823)

Escreveu “Princípios de Economia Política e Tributação”. Dentre suas maiores contribuições, está a teoria das vantagens comparativas.

Essa teoria serve de base para explicar as vantagens existentes para países que participam do comércio internacional. Um exemplo que se pode dar aqui é que, mesmo para um país super desenvolvido e que poderia produzir tudo aquilo de que necessitava para consumo, não o faz, ficando alguns produtos vindos através de importação. Por que isso?

Segundo David Ricardo, a teoria das vantagens comparativas era baseada nos custos de oportunidades (renúncia que se faz, por exemplo, ao produzir um produto, deixa de produzir um outro produto). Muitas vezes se chega a conclusão de que um determinado produto, não compensaria ser produzido naquele país, sendo melhor importá-los e em seu lugar, produzir um outro produto e em larga escala, haja visto ser mais vantajoso.

Em outras palavras, iam fazer aquilo que faziam bem feito. Ficando claro que deveriam produzir aqueles produtos que tinham baixo custo de oportunidade e exportar esses produtos e, aqueles produtos para os quais tinham um custo muito alto de oportunidade, deveria deixar para outro país produzir e, importando na medida que precisasse.

Robert Malthus (1766 – 1834)

Esse pensador deu destaque ao crescimento populacional. Para o autor, a população cresce em progressão geométrica, enquanto a produção de alimentos cresceria em progressão aritmética.

De acordo com essa colocação, então, queria dizer que a população aumentaria muito mais rápido que a produção de alimento, podendo tudo isso vir a gerar uma catástrofe, provocando a fome com essa falta de alimento.

Alguns economistas dizem que essa possibilidade já passou, mas outros acham que ainda é possível e, um exemplo a ser dado, é o caso da China, onde a população cresce sem parar e, também, muitos países africanos, onde não temos muito progresso técnico e produção de conhecimento em tecnologia e ao mesmo tempo não se percebe uma política de controle demográfico.

Mesmo tendo que se pensar na economia de um modo globalizado, mas ainda há países que não estão embutidos nessa globalização como deveriam.

Karl Marx (1818 – 1883)

Escreveu “O Capital”, em que faz um estudo sobre o capitalismo e demonstrando ser um crítico do capitalismo. O oposto de Adam Smith.

Dizia ser esse sistema, aquele que explorava de mais ao trabalhador, onde esse trabalhador, produzia de mais ao produtor, se comparado àquilo que ganhava. Ele achava que, como o trabalhador era muito explorado, poderia vir a ver uma revolta do trabalhador, levando o sistema a um colapso, colapso esse que seria inevitável.

Achava ele que a "mão invisível" de Adam Smith não iria funcionar, porque, as pessoas agindo de forma egoístas, não iria distribuir por igual entre os membros de uma sociedade, a riqueza gerada.

Ele dizia que o capitalismo era baseado na livre concorrência. Certamente que é mesmo, porém suas ideias socialistas também não foram bem sucedidas. Ele dizia que com o passar do tempo, se formasse grandes conglomerados e dominassem a economia até um certo ponto , o capitalismo ia acabar por matar seu princípio básico, que é a própria concorrência. Isso já é possível de se ver, quando observamos as organizações menores serem engolidas e tendo que serem vendidas, é o caso dos bancos que, hoje temos menos bancos que em épocas passadas, pois de lá pra cá, bancos compraram outros bancos.

Na sua opinião, deveria haver um poder central que, tomaria as decisões na economia de forma que distribuiria a riqueza gerada igualmente entre as pessoas, o que no capitalismo, não é possível. Ele falava ainda que o capitalismo era uma concentração de renda, onde o trabalhador se afastara cada vez mais da propriedade dos meios de produção, gerando trabalho infantil, turnos de trabalhos cada vez mais puxados, aumentando a exploração.

Contudo, o sistema socialista implantado de início na União Soviética e que não deu certo, segundo Karl Marx, o motivo de não ter dado certo, era porque deveria ter sido implantando numa escala  global. O outro motivo segundo ele, é que deveria ter sido implantado somente depois que todas as forças produtivas tivessem muito desenvolvidas.

A Economia Neoclássica


Alfred Marshall (1842 – 1924)

Grande representante da Economia Neoclássica. Sua grande contribuição foi em relação ao estudo da Microeconomia, quando até escreveu um livro que era o Princípios de Economia muito utilizado por quem vai iniciar esses estudos em economia, sendo assuntos desse livro, conceitos sobre fundamentais, que são ofertas, demandas, funções matemáticas de oferta e demanda, questões da elasticidade, gráficos e outros. A sua contribuição foi de extrema importância para o avanço nos estudos desse seguimento da economia, a Microeconomia.

Há diferenças entre clássicos e neoclássicos, sendo que a principal acontece em relação ao valor trabalho e valor utilidade.

Para os clássicos, enquanto consideram o valor trabalho existente no produto (quanto trabalho foi empregado para a produção de um produto, por exemplo, se um produto demorou 8 horas para ficar pronto, então, ele vale por essas 8 horas), para os neoclássicos, o produto tem que ter utilidade para que tenha valor, ou seja, seu valor vai depender do tanto da utilidade.

Escola Austríaca

Joseph Schumpeter (1883 – 1950)

Entre seus principais livros estão: “A Teoria do Desenvolvimento Econômico” e “Ciclos Econômicos”. Dos autores conhecidos, foi o primeiro a dar destaque ao progresso técnico, ou seja, ao desenvolvimento tecnológico. Segundo ele, era muito normal que alguns produtos viessem a pararem por ali, haja visto que outros iriam surgir, ou seja, que a partir desses que terminavam aqui, outros seriam criados, seria o processo de destruição criativa, era uma espécie de continuidade e de forma mais sofisticada.

Já a sua Teoria dos ciclos econômicos, outra importante contribuição desse pensador, mostrava ser essas pequenas crises (diferentes de grandes crises como de 1929) como oscilações na bolsa, eram ciclos naturais do capitalismos que pode-se dizer que são inerentes desse sistema econômico.

Friedrich Hayek (1899-1992)
Considerado o pai do Neoliberalismo, defendia a intervenção do governo no mercado e mais, que a sociedade deve ser organizada em torno do mercado.

Claro que, para ele, o governo deveria interferir, porém, só quando necessário, tipo, no fornecimento e manutenção da infraestrutura, regulamentação da atividade econômica, deixando a atividade produtiva para a iniciativa privada.

Economia Keynesiana
John Maynard Keynes (1883-1946)

Escreveu a “Teoria Geral do Emprego, Juro e Moeda”. O que vemos hoje na nossa economia, muito tem a ver com seu legado. Foi ele quem falou sobre determinante de PIB, renda, emprego, é totalmente ligado à Macroeconomia. Estudou o comportamento do desenvolvimento de um país no tocante a renda, preços, renda, emprego e tantos outros fatores importantes para todos. Achava que o governo não devia interferir tanto na economia.

Dizia que a mão invisível não alcançaria o pleno emprego, sendo este melhor, se ficasse por conta da intervenção do governo. Por exemplo, uma vez que uma economia esteja atravessando um período de recessão, empresários que precisam investir, esperando um retorno financeiro, não faria isso (mão invisível se recolhendo, saindo fora), com a economia mostrando um mau momento e com isso aumento do desemprego. É aí que entra o governo, recorrendo a gastos públicos com a finalidade de que a economia retome seu ritmo de crescimento, combatendo assim, vários problemas, dentre os quais, o desemprego.

Economia capitalista e Economia planificada
Economia capitalista: Nesse modelo, fica com o mercado a responsável alocar os recursos e a distribuição da renda.

Economia planificada: cabe ao Estado essa tarefa, sendo nesse modelo, o detentor dos meios de produção.
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