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sábado, 16 de abril de 2016

Instrumentos de política econômica e questões da Macroeconomia

As Questões Fundamentais da Macroeconomia são tratadas e ou, tem resultados bons ou ruins conforme sejam bem sucedidos ou não, nos Instrumentos de Política Econômica, vistos mais abaixo.

Foi visto em um artigo passado que, um sistema econômico (maneira como a economia é administrada) se depara com algumas questões fundamentais.  Essas questões denominam-se:
  1. Conjunturais (no curto prazo);
  2. Estruturais (no longo prazo).

Questões de curto prazo (conjunturais)


São o emprego e a inflação, dentro de uma economia que são definidos como questões conjunturais ou de curto.

A preocupação com essas duas variáveis (emprego e inflação) não se dar por acaso, mas mas principalmente, pela importância que representam para qualquer economia:

1 - A importância do emprego dos fatores de produção

Qualquer que seja a economia, esta deve priorizar o emprego dos fatores de produção, uma que estes irão gerar:

  • Produto - (resultado do processo produtivo).
  • Renda  - (pela remuneração desses fatores) que, consequentemente, ganhará condição para consumir aquilo que foi produzido.

instrumentos de política econômica

O fluxo virtuoso gerado por esse processo deve se transformar naquilo que é buscado a todo momento por quem têm a responsabilidade de conduzir a economia de uma sociedade.

As setas a baixo representam esse fluxo virtuoso: 

Vendo dessa forma, percebemos a importância de manter o foco no emprego, pois assim, a economia irá se manter no ritmo de atividade necessário.

2 -  A relevância do controle de preços e combate à inflação

elevação constante nos níveis de preços de uma economia, basicamente, é o que se pode chamar de inflação. Porém, ressalta-se que, é diferente, por exemplo, da alta do preço dos ovos de chocolate no período de páscoa que, logo após o período de páscoa, o preço volta aos valores anteriores.

Com o combate à inflação, objetiva-se manter o poder de compra do indivíduo (principalmente para os assalariados), necessitando para tanto, fazer com que a moeda dessa economia se mantenha estável.
Tecnicamente são considerados dois tipos de inflação:
  • de demanda (ocorre quando a oferta agregada não é capaz de atender a um aumento na demanda agregada da economia, ou seja, inicia-se pelos consumidores, fazendo com os preços aumentem conforme a escassez se instale, configurando-se em inflação);
  • de custos (esse tipo origina-se pelo lado da oferta, quando, a partir do momento em que há aumento nos custos de produção, afim de evitar prejuízos, os produtores são obrigados a repassar esses aumentos de custos embutindo-os nos preços dos produtos. Se esse processo continuar, poderá se instalar uma inflação de custos.).
Após vários planos mal sucedidos na tentativa de combater a inflação foram testados e, o que se viu, foi Brasil passar por um processo inflacionário de cinco décadas, aproximadamente, até que, finalmente, com o Plano Real, a inflação foi eliminada e, até hoje, temos uma moeda estável e forte, que possibilita transformações sociais de peso no país.


Questões de longo prazo (estruturais)


Crescimento econômico e desenvolvimento econômico, são questões estruturais ou de longo prazo de uma economia.

3 - A importância do crescimento econômico

Aquilo que economia é capaz de produzir está relacionado com o seu crescimento econômico. O crescimento populacional já esperado a cada ano, quando se faz o levantamento de uma população.

Como se não bastasse apenas o aumento dessa demanda, verifica-se uma demanda, também mais sofisticada e que necessitam ser satisfeita. Daí, aumenta-se a necessidade de elevação do produto, visando atender a essa demanda crescente e em constante mudança por produtos até mesmo por produtos diferentes.

Sendo assim, percebemos que se a economia pretende realmente atender a crescente e sofisticada demanda, terá que aumentar em quantidade e qualidade o seu estoque de fatores de produção e, é claro que uma infra estrutura deve ser criada para absorver o aumento desses fatores. Se isso estiver constantemente sendo alcançado, teremos aí, um verdadeiro crescimento econômico.

Para exemplificar o que foi dito acima, vamos supor que o aluno que acabou se terminar sua graduação, seja e é, um fator de produção. Assim, será que vai adiantar de alguma valia se muitas carteiras universitárias forem ocupadas e no final do curso os alunos não forem absorvidos pelo mercado de trabalho?

Um exemplo da necessidade de crescimento de um país pode ser mostrado comparando-se o Brasil de 1970 com o Brasil de hoje. Na época em que fomos tri campeões do mundo, no México, a população era de 90 milhões de brasileiros e, atualmente, cerca de 200 milhões ou mais de habitantes.

Em nosso país, em menos de cindo décadas, a população mais que dobrou e um novo Brasil apresentou-se ou teve que ser produzido.

A produção total de um país é representada em valor (moeda). Assim, utilizando-se uma mesma moeda, pode-se até comparar produtos de diversos países.

4 - A relevância do desenvolvimento econômico

Havendo verdadeiramente desenvolvimento econômico em um país, entendemos que deva haver melhoria em todas as camadas sociais, atingindo toda a população. Havendo realmente esse ganho social, deverá se mais intensificado em prol das camadas menos favorecidas, assim, ao passo essas camadas mias pobres, recebendo uma taxa de melhoria maior do que uma classe alta, possivelmente teremos diminuída a diferença entre elas, o que podemos dizer disso, é que estaria aí se configurando uma melhor distribuição de renda e dessa forma, a política voltada para o social estaria cumprindo seu papel.

O desenvolvimento econômico é muito desejado, porém, pouco alcançado. Para atingi-lo é necessário promover uma série de medidas que impactem numa melhor distribuição de renda, por exemplo, a redução da mortalidade infantil e do analfabetismo, a pulverização do saneamento básico, a elevação no nível de renda per capita, dentre outros, como podem ser vistos com o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano.

A eliminação dos bolsões de pobreza absoluta (famílias que vivem em condições sub humanas), também é necessária, fazendo a inserção social gradativa dos excluídos (mendigos, moradores de rua, etc.).

Os instrumentos de política  econômica


Visto um pouco sobre as questões fundamentais, objeto de muito interesse de qualquer sistema econômico, completaremos o assunto, abordando as ferramentas utilizadas pelo governo para alcançar seus principais objetivos. Tais ferramentas são conhecidas como instrumentos de política econômica a saber: política fiscal,política monetáriapolítica de juros e crédito e política cambial e comercial.

Sempre mantenha em mente que, ao fazer uso de um desses instrumentos de política econômica, um outro não será excluído, ao contrário, podem e devem ser usados ao mesmo tempo. Dependendo dos objetivos do governo, haverá também uma utilização com maior ênfase em um ou outro.

 Instrumentos de política Econômica

Instrumentos de política Econômica
Política fiscalPolítica monetáriaPolítica de juros e créditosPolítica cambial e comercial

Como o governo busca alcançar seus objetivos através da combinação desses instrumentos de política econômica?

1 - Política Fiscal

  • Receita - diz respeito aos impostos arrecadados pelos governos, municipal, estadual e federal junto às famílias e empresas. Estes são taxado e têm suas alíquotas decididas dentro da política econômica;
  • Despesa - as despesas públicas são financiadas pelos impostos cobrados, sendo observado pela economia as prioridades.
Vejamos um exemplo que nos ajudam a entender como o governo brasileiro, a pouco tempo atrás, através da política fiscal, pôde influir, na economia:*Ao abrir mão de receita, quando reduziu imposto,percebido  após o estouro da crise econômica internacional de 2008. 

Nessa situação, o governo, afim que o setor de autopeças (setor que emprega um grande contingente de mão de obra) sofresse queda nas vendas, reduziu o IPI (imposto sobre produtos industrializados) dos automóveis em 10%, observando uma condição, a de que essa redução fosse repassada ao consumidor, através de redução no preço dos veículo. Logrou êxito. 

Embora o governo tenha tido perca de receita, mas as vendas continuaram aquecidas e sem desemprego. A manutenção do emprego, houve mais consumo, o que gerou mais impostos e, dessa forma, compensou a queda de receita do IPI.

2 - Política Monetária

A política monetária ajuda ao governo visando a quantidade adequada do volume de moeda que deve circular na economia.

(Mais dinheiro) -Moeda de "mais" gera aquecimento da atividade econômica, o que implica em aumento nos níveis de preço, podendo se configurar em inflação.

(Menos dinheiro) - moeda de menos, desaquece o mercado, menos transações comerciais como resultado, implicando numa deflação, porém, indesejada, já que surgiu devido a uma falta de demanda.

Três artifícios básicos utilizados pelo governo para controlar essa situação:

  • 1º-  Emissão de moeda pela Casa da Moeda - A possibilidade aqui é de manutenção (não emissão) ou a expansão de moeda (emissão). A redução (enxugar o mercado) não se consegue por esse meio por motivos óbvios.
  • 2º - Taxa de depósito compulsório - (obrigatório), que nada mais é que a taxa percentual que define a parte dos depósitos a vista que os bancos comerciais têm que recolher compulsoriamente ao Banco Central. Essa taxa pode ser aumentada ou diminuída, conforme necessidade de expandir ou retroceder a economia.
  •  3º - Venda e recompra de títulos do governo - É o Tesouro Nacional quem garante,  através do mercado aberto (“open market”). Através do mercado financeiro o governo poderá, com a emissão e venda de títulos públicos,  reduzir o volume de moeda em circulação, uma vez que ao comprá-los, o público troca moeda por papel. O oposto (aumento de moeda em circulação) ocorrerá quando o governo resgatar esses títulos ou recomprá-los antes do vencimento.

3 - Política de taxa de juros e de crédito

Dizemos que a taxa de juros é o preço do dinheiro. O seu mercado, assim como o de outro bem, possui forças de demanda (procura) e oferta. Assim, conclui-se que estando baixo o preço do dinheiro (taxa de juros), haverá muita procura e pouca oferta.

Mas, no caso contrário, estando alta a taxa de juros, em patamares considerados elevados, nesse caso, teremos uma oferta de moeda maior que a procura.

Vejamos um exemplo de uso desses Instrumentos de Política Econômica:
Supondo que o governo queira estimular a atividade econômica. Ele irá promover um aumento da produção e do consumo reduzindo os juros e/ou aumentar o crédito.

Mas e governo aumentar as taxas de juros, possivelmente os empresários adiem momentaneamente o aumento de sua produção, deixando a decisão de investimentos nesse sentido, para um outro momento.

O governo também poderá promover uma redução do crédito (redução do prazo de financiamento, por exemplo) inibindo o consumo.

4 - Política cambial e comercial

As economias dos países mantêm relações comerciais. Uma dessas relações são as compras (importações) e vendas (exportações) de produtos (bens  e serviços) através de uma moeda forte de aceitação internacional. Ao longo de décadas, foi e ainda é o dólar norte americano (US$) a mais utilizada nas transações entre os países.

Sendo, a taxa de câmbio o preço da moeda estrangeira em termos da moeda nacional. Vamos supor que no Brasil, onde a taxa de câmbio do dólar seja o preço da moeda americana em termos do real. Dessa forma se a relação for de 1,85, por exemplo, então, será necessário R$ 1,85 para adquirir US$ 1,00. (Americano)

Dessa forma, entendemos que, taxas de câmbio elevadas torna-se um fator de inibição das importações e estimulam as exportações. Por outro lado, se a taxa de câmbio for baixa, as reações serão opostas.

Percebemos que o governo se utiliza de políticas comerciais para intervir nas transações com o exterior. Um bom exemplo dessa atuação do governo, são tarifas alfandegárias cobradas sobre os produtos importados. As importações irão sendo mais dificultadas ao passo que essas tarifas aumentam. Quando isso acontece, a indústria nacional sente-se mais protegida da concorrência externa e, consequentemente, seus empregados.

Dessa forma podemos perceber o quão grande é importante trabalhar bem esses Instrumentos de Política Econômica.
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