Contabilidade e Matemática para Negócios e Concursos

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Custos de produção

Quando estudados dentro de Fundamentos de Economia, os Custos podem ter seu foco um pouco diferente de quando vistos nas Ciências Contábeis.


Teoria da Produção


A análise de três importantes situações são observadas quando da teoria da produção ou teoria da firma:
  1. das quantidades produzidas;
  2. dos custos de produção envolvidos;
  3. dos lucros obtidos pelas empresas.


Função de produção


Em uma firma, temos que, o seu nível de produção mantém uma relação direta com a combinação e a quantidade de fatores utilizados no processo produtivo e, é daqui que nasce ou deriva-se o conceito que temos da função de produção:

uma relação que mostra qual a quantidade de produto que pode ser obtida a partir de uma dada quantidade de fatores de produção”.

Assim sendo , se y representar as quantidades produzidas do produto Y e “a”, “b” e “c” os fatores de produção, podemos rentão, teremos a respectiva função de produção como:
y= f(a;b;c)

Dessa forma, observa-se que conforme seja a combinação das quantidades dos fatores de produção “a”; “b” e “c”  a firma irá obter uma determinada quantidade y do produto Y.

Um mesmo produto, se for produzido por firma diferentes, poderá ter diferentes funções de produção e ainda, cada produto terá sua respectiva função de produção.


Produtividade média de um fator de produção


Dividindo-se a quantidade produzida pela quantidade empregada do fator que está sendo avaliada, saberemos quanto em média cada unidade dele utilizada produziu.

Veja que, se   y = f(a; b),  onde as quantidades produzidas y sendo função (dependem) dos fatores de produção “a” e “b”, então, concluiremos que:


Custos de produção

Vamos supor que em uma confecção que produz camisetas, possui 4 costureiras (fator mão de obra) e 2 máquinas (fator capital) e que a empresa produza 32.000 peças por mês. As respectivas produtividades médias dos fatores de produção ficam da seguinte forma:


Custos de produção-1

Nesse caso, em média, cada costureira produz  8.000 camisetas por mês e que cada máquina, 16.000.
Produtividade marginal de um fator de produção.

Para se chegar à produtividade marginal de um fator de produção, podemos a partir da razão (divisão) entre o quanto varia a quantidade produzida de um produto pela variação ocorrida na quantidade empregada do fator considerado. Ou seja, se  y = f(a; b),  então:


Custos de produção-2

Ainda com base o exemplo citado acima, elevando-se o número de costureiras para 6 e a quantidade produzida passar para  50.000 camisetas mês, teremos a produtividade marginal das costureiras de:


Custos de produção-3

Da mesma forma poderá ocorrer com o número de máquinas, por exemplo, suponto que fossem aumentadas de 2 para 5, a produtividade marginal das máquinas seria de 6.000 camisetas / mês  (resultado da divisão de 18.000 por 3).

Custos de produção


Supondo que uma firma procurará estar sempre maximizando seus resultados, então,veremos o comportamento dos custos para os diversos níveis de produção.

Percebemos que uma variação de parte dos recursos utilizados pela firma, de acordo com o volume de produção (recursos variáveis), porém, teremos uma outra parte que não varia, independentemente do nível de produção (recursos fixos).

Nos recursos fixos temos: prédios, galpões, equipamentos, pessoal de direção e administrativo, etc.. Como recursos variáveis, temos as matérias-primas, os operários, a energia etc.  Com isso, teremos duas categorias de custos: os fixos e os variáveis.

Custo FixoCusto Variável
São aqueles vão existirem independentemente do nível de produção. São exemplos de custos fixos a imobilização de prédios e equipamentos, os impostos prediais e territoriais, as despesas de gerência e administração etc.Aqueles que variam conforme a variação da quantidade produzida.Exemplos: pagamento de matérias primas , de mão de obra, energia, etc., que variam em função do volume de produção.

Custo Total (CT)

É a soma dos custos fixos mais os custos variáveis, onde será representado pela equação:

CT = CF + CV.

Outros conceitos de custos devem ser de nosso conhecimento para que possamos fazer uma melhor análise da atividade produtiva de uma empresa. São eles os custos médios de produção e o custo marginal.
  1. Custos médio de produção (CM) -> Indicam o que, em média, cada fator de produção custa à empresa na produção de um determinado produto. Dessa forma , supondo que tendo “q” representando a quantidade produzida, teremos...;
  2. Custo fixo médio (CFM) = CF/q => é razão entre o custo fixo pelas respectivas quantidades produzidas.
  3. Custo variável médio (CVM) = CV/q => é razão entre o custo variável pelas quantidades produzidas;
  4. Custo total médio (CTM) = CT/q => é razão entre o custo total pelas respectivas quantidades produzidas. Nesse caso, o CTM também pode ser obtido somando-se o CFM com o CVM, ou seja: (CTM = CFM + CVM.

Custo Marginal (CMg)


Surge quando a empresa produz uma unidade a mais do produto; quando o seu valor será dado pelo acréscimo do custo total decorrente  do aumento de uma unidade na produção.

Vejamos conforme os dados hipotéticos abaixo de diversos conceitos de custos para vários níveis de produção de uma determinada firma.


Custos de produção-4

Na primeira linha da tabela, percebemos que mesmo não havendo nenhuma produção, os custos fixos vão existir, pois, eles independem da quantidade produzida (dentro da capacidade de produção dessa firma. Dessa forma, mesmo sendo a produção de 0 unidade, seu custo total será igual ao custo fixo, ou seja, 50.

Quando começa a produzir, surgem também os custos variáveis. Esses se somam aos custos fixos e, a variação em sua quantidade produzida, altera o CT (custo Total). Neste caso, o custo total terá dois componentes: o custo fixo e o custo variável.

O custo fixo médio (coluna E) cai ininterruptamente à medida que aumenta o volume de produção. Isso acontece porque facilita a diluição conforme aumenta-se o volume de produção.
Podemos dizer então que, quando tivermos uma menor produção, maior será o custo fixo, e vice-versa.

No instante em que a produção é de 10 unidades, devem ser inclusa mais 5 unidades monetárias ao preço do produto para diluir (cobrir) o custo fixo de 50 unidades monetárias.

Quando chegamos a 50 unidades produzidas, apropriando apenas 1 unidade monetária ao preço já será o bastante para cobrir os custos fixos. Tornando o preço do produto menor e consequentemente,  esse produto será bem mais competitivo.

Falando do custo marginal, os resultados originaram-se da divisão de quanto variou o custo total pela variação da quantidade produzida. Isso pode ser observado ao compararmos a linha 3 com a linha 2. Observa-se que quando a quantidade produzida aumenta em 10 unidades o custo total se eleva em 12 unidades monetárias. Logo, a divisão de 12 por 10 resulta em 1,2.

Curto prazo e longo prazo em economia


Na economia, curto prazo se distingue de longo prazo pela capacidade que a empresa tem, em modificar a utilização de seus fatores de produção.Será de curto prazo se, caso a firma quisesse e não pudesse, dentro de um período de tempo, alterar as quantidades de todos os fatores de produção. 

Por outro lado, se a firma, a partir do momento que seja capaz de alterar todos os seus fatores de produção (mesmo que não o faça), será considerado longo prazo. Não havendo fatores fixos no longo prazo, dizemos que a firma terá apenas custos variáveis.

O equilíbrio da firma


Verifica-se o equilíbrio da firma a partir da constatação de ter havido o maior lucro.

O lucro é a diferença entre receita total e custo total, dessa forma, as empresas, para conseguirem o equilíbrio, tendem a encontrar um jeito de produzir ao menor custo possível, haja visto que, pela concorrência, não é sempre que poderá influir no preço de mercado do produto.

Equação do lucro de uma empresa

LT = RT - CT, onde:
LT = Lucro total;
RT = Receita total;
CT = Custo total.
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