Contabilidade e Matemática para Negócios e Concursos

domingo, 24 de março de 2019

Questão 6 - Exame de Suficiência CFC 2018.2 - Propriedade para Investimento


A Sociedade Empresária Delta trabalha no segmento de material de transporte rodoviário e é líder no segmento de venda de peças para veículos de grande porte (caminhões, ônibus, carretas etc.). A partir de consultas aos relatórios internos dessa sociedade, as seguintes informações foram coletadas sobre o seu patrimônio; analise-as.

I. A Sociedade Empresária Delta é proprietária de um terreno mantido para valorização de capital a longo prazo e não pretende vendê-lo a curto prazo no curso ordinário dos negócios.
II. A Sociedade Empresária Delta é proprietária de um imóvel mantido para uso na produção de peças para ambos os seus segmentos operacionais. Uma parte insignificante desse imóvel se encontra sem uso e outra entidade tentou adquiri-la, mas a Sociedade Empresária Delta não poderia aliená-la separadamente.
III. A Sociedade Empresária Delta é proprietária de um imóvel que se encontra ocupado por seus empregados. Futuramente a empresa pretende ocupar o imóvel para alocar parte de seu setor administrativo.

Considerando-se apenas as informações apresentadas e a NBC TG 28 (R4) – Propriedade para investimento, pode(m) ser classificada(s) como propriedade(s) para investimento(s) apenas a(s) propriedade(s) descrita(s) em

A) I.
B) II.
C) III.
D) I e III.

Solução:

Item I - Um terreno quando não ocupado pelos proprietário, visando a valorização de capital e sem intenção de venda no curto prazo é entendido como propriedade para investimento, devendo ser classificado no subgrupo INVESTIMENTOS. (correto).

Item II - Além do imóvel estar sendo ocupado pela empresa, a parte dita insignificante que não estar ocupada, não podendo ser alienada separadamente, significa que essa parte do ativo não consegue gerar renda independentemente de outra parte do ativo. Nesse caso não é possível ser essa parte do imóvel classificada como para investimentos. (falso).

Item III - Mesmo que em detrimento da ocupação por seus empregados, a empresa venha a ocupar essa parte alocando seu administrativo, acaba demonstrando que não se trata de propriedade para investimento, conforme item 9 da NBC TG 28 (R4) – Propriedade para investimento. (falso)

Alternativa A

Questão 5 - Exame de Suficiência CFC 2018.2 - Ativo mantido para venda


Uma entidade do setor de educação está passando por um momento de reestruturação em suas atividades operacionais. A entidade está comprometida com o plano de vender suas atuais instalações (prédio sede, móveis e equipamentos) para subsidiar financeiramente a aquisição de novas instalações em outro bairro da cidade. A entidade já iniciou ações para localizar comprador, mas continua utilizando as atuais instalações até que as novas sejam adquiridas. Em sua última reunião, a diretoria da entidade resolveu não transferir as atuais instalações a um eventual comprador até que a compra das novas instalações seja efetuada. Apesar de ignorar termos habituais e costumeiros para a venda de ativos desse tipo, a entidade está disposta a manter um compromisso firme de compra –com algum eventual comprador, comprometendo-se a transferir as atuais instalações assim que as novas estiverem prontas para uso pela entidade. Considerando-se apenas as informações apresentadas e a NBC TG 31 (R4) – Ativo não circulante mantido para venda e operação descontinuada, assinale a alternativa correta.

A) As atuais instalações estão disponíveis para venda imediata.

B) As atuais instalações não podem ser classificadas como Ativo Não Circulante Mantido para Venda.

C) A entidade já iniciou ações para localizar comprador; portanto, poderá classificar as atuais instalações como Ativo Não Circulante Mantido para Venda.

D) As atuais instalações podem ser classificadas como Ativo Não Circulante Mantido para Venda, pois há um compromisso firme de compra para a transferência futura dessas instalações.

Solução:

Conforme a NBC TG 31 (R4) – Ativo não circulante mantido para venda e operação descontinuada, referente à Classificação de ativo não circulante como mantido para venda, diz o seguinte:

"6. A entidade deve classificar um ativo não circulante como mantido para venda se o seu valor contábil vai ser recuperado, principalmente, por meio de transação de venda em vez do uso contínuo. 

7. Para que esse seja o caso, o ativo ou o grupo de ativos mantido para venda deve estar disponível para venda imediata em suas condições atuais, sujeito apenas aos termos que sejam habituais e costumeiros para venda de tais ativos mantidos para venda. Com isso, a sua venda deve ser altamente provável".

Observando esses dois itens, nas partes sublinhadas, percebemos que:
 
1º - que o valor contábil a ser recuperado a partir da decisão da venda deveria ser somente através da transação pela venda, quando na verdade, se a empresa continua com esses ativos em uso, então está também se utilizando do uso contínuo.

2º - que se já foi decidido pela venda, inclusive tentando localizar comprador, o ativo ou grupo de ativo deve passar a ser mantido para venda imediatamente e em suas condições a partir da qual se decidiu por vendê-lo, e se  continuar a usar, haveriam modificações no ativo.

Diante dessa situação, não se pode classificar essas instalações no ativo não circulante  como mantido para venda.

Alternativa B

segunda-feira, 4 de março de 2019

Questão 4 - Exame de Suficiência CFC 2018.2 - Custos do Ativo Imobilizado


A partir do que dispõe a NBC TG 27 (R4), que estabelece o tratamento contábil para ativos imobilizados, analise as afirmativas a seguir, marque C para correto ou I para incorreto, se a Sociedade Empresária Gama agiu em concordância a essa norma.

( ) Ao adquirir o ativo imobilizado “A” a Sociedade Empresária Gama pagou R$ 10.000,00 para colocá-lo no local e em condições necessárias para que fosse capaz de funcionar da forma pretendida pela administração. A Sociedade Empresária Gama reconheceu esse valor como parte integrante do custo inicial do ativo imobilizado “A”.

( ) A Sociedade Empresária Gama pagou R$ 25.000,00 em propaganda e atividades promocionais para introduzir novos produtos provenientes do ativo imobilizado “B”. A Sociedade Empresária Gama reconheceu esse valor como parte integrante do valor contábil do ativo imobilizado “B”.

( ) A Sociedade Empresária Gama apresentou prejuízos operacionais iniciais de R$ 10.000,00, incorridos enquanto se estabelecia a demanda pelos produtos que seriam produzidos pelo ativo imobilizado “C”. A Sociedade Empresária Gama reconheceu esse valor como parte integrante do valor contábil do ativo imobilizado “C”.

A sequência está correta em:

A) C, I, I.
B) C, C, I.
C) C, I, C.
D) C, C, C.

Solução:

NBC TG 27 (R4), traz como elementos do custo de um ativo do IMOBILIZADO, conforme seu item 16:

"(a) seu preço de aquisição, acrescido de impostos de importação e impostos não recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os descontos comerciais e abatimentos; 

(b) quaisquer custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo no local e condição necessárias para o mesmo ser capaz de funcionar da forma pretendida pela administração; 

(c) a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e de restauração do local (sítio) no qual este está localizado. Tais custos representam a obrigação em que a entidade incorre quando o item é adquirido ou como consequência de usá-lo durante determinado período para finalidades diferentes da produção de estoque durante esse período".

Analisando os itens:

Item 1 - Está correto. Pois, se o gasto foi necessário para colocar o ativo em condição de uso, este gasto deve ser integrado ao custo.

Item 2 - Está  incorreto. Embora saibamos que gasto com propaganda possam vir a aumentar as vendas de produtos ou serviço, mas as normas contábeis dizem ser este tipo de gasto, classificado como despesa do período.

Item 3 - Está  incorreto. Embora saibamos que toda empresa em seu início incorre em gastos mesmo antes de produzir produtos ou de revender mercadorias e/ou vender serviços. No entanto, esses gastos citados como operacionais, que não foram necessários para a produção de produtos e nem de serviços, ou que não podem ser inclusos no custo de mercadorias estocadas, devem ser reconhecidas como despesas do período e não custo.

Sequência correta: CII

Alternativa A

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Questão 3 - Exame de Suficiência CFC 2018.2 - Balanço Patrimonial consolidado


A Sociedade Empresária Alfa e a Sociedade Empresária Beta apresentaram os seguintes Balanços Patrimoniais não consolidados e encerrados em 31/12/2017. A Sociedade Empresária Alfa é controladora da Sociedade Empresária Beta e avalia o investimento pelo método da equivalência patrimonial.

Outras informações:

  • Durante o ano de 2017 Beta vendeu, a prazo, mercadorias de seu estoque para Alfa por R$ 300.000,00, com margem de lucro de 50%. Metade dessas mercadorias ainda se encontra nos estoques de Alfa. 
  • No Balanço Patrimonial não consolidado de Alfa, a conta Investimentos em Beta não contém qualquer tipo de ágio. 

Considerando-se apenas as informações apresentadas e a NBC TG 36 (R3) – Demonstrações consolidadas e ITG 09 (R1)– Demonstrações contábeis individuais, demonstrações separadas, demonstrações consolidadas e aplicação dométodo da equivalência patrimonial, assinale o saldo em Ativo Circulante que deveria ser divulgado pela Sociedade Empresária Alfa em seu Balanço Patrimonial Consolidado em 31/12/2017. 

A) R$ 970.000.
B) R$ 1.195.000.
C) R$ 1.270.000.
D) R$ 1.570.000.

Solução:

Como a questão trata de Balanço Patrimonial Consolidado, e tendo uma operação entre a controladora e controlada, cuja operação ainda não tenha se realizado, esta deve ser excluída para anular seus efeitos no Balanço Consolidado.

A questão diz que metade da mercadoria vendida para Alfa ainda não foi negociada, devendo então, de forma proporcional, anular parte desse lucro observado no balanço de Beta, reduzindo do estoque de Alfa, o equivalente a 50% (dado na questão) do que tem em seu estoque a título de lucro para Beta.

Ou seja, desse lucro de Beta, há uma parte que ainda se encontra embutido no Estoque de sua Controladora Alfa.

Estoque de Alfa para efeito de consolidação
150.000 x 50% = 75.000.

Há também na Empresa Alfa, R$ 300.000 a pagar, porém, para Beta. Assim como também há na empresa Beta, R$ 300.000, tendo como devedor a empresa Alfa. Essa transação ainda não foi efetivada e por isso se diz a pagar e a receber,devendo se excluírem.


Somando agora os valores do ATIVO CIRCULANTE das duas empresas temos:

 Balanço Patrimonial Consolidado 
Ativo Circulante Alfa Beta Consolidado
Bancos 620.000 350.000 970.000
Estoques 75.000 150.000 225.000
Total AC 695.000 500.000 1.195.000

Alternativa B)

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Questão 2 - Exame de Suficiência CFC 2018.2 - Mensuração do Valor Justo de Produto Biológico


Uma Sociedade Empresária produz certo tipo de produto agrícola que é negociado em dois diferentes mercados ativos (Mercado A e Mercado B) a preços diferentes. A Sociedade Empresária pode acessar os preços do produto agrícola nesses dois mercados na data de sua mensuração. Outras informações também são conhecidas por essa Sociedade Empresária:

  • Mercado A 

R$ 59,00/saca => preço que seria recebido pela venda do produto agrícola.
R$ 4,00/saca => custos de transação no Mercado A.
R$ 4,00/saca => custos para transportar o produto agrícola a esse mercado.

  • Mercado B 

R$ 60,00/saca => preço que seria recebido pela venda do produto agrícola.
R$ 6,00/saca => custos de transação no Mercado B.
R$ 4,00/saca => custos para transportar o produto agrícola a esse mercado.

  • Tanto o Mercado A quanto o Mercado B não são considerados o mercado principal para esse produto agrícola. 

Considerando-se apenas as informações apresentadas e a NBC TG 46 (R2) – Mensuração do valor justo e NBC TG 29(R2) – Ativo biológico e produto agrícola, assinale a alternativa que apresenta o valor correto da mensuração do valor justo do produto agrícola negociado pela Sociedade Empresária. 

A) R$ 50,00/saca.
B) R$ 51,00/saca.
C) R$ 55,00/saca.
D) R$ 56,00/saca.

Solução:

Vejamos o que traz a  NBC TG 46 (R2) – Mensuração do valor justo em seu item 16:

"A mensuração do valor justo presume que a transação para a venda do ativo ou transferência do passivo ocorre:

(a) no mercado principal para o ativo ou passivo; ou
(b) na ausência de mercado principal, no mercado mais vantajoso para o ativo ou passivo".

Já percebemos que nesse caso  não há a prerrogativa da letra a), já que nenhum desses é o Mercado principal para o produto que a empresa tem.

Dessa forma, vamos para a letra b), que é observar qual o mercado mais vantajoso.

Temos nessa mesma norma, a Definição de termos, no  Apêndice A, que define Mercado mais Vantajoso como:

"Mercado que maximiza o valor que seria recebido para vender o ativo ou que minimiza o valor que seria pago para transferir o passivo, após levar em consideração os custos de transação e os custos de transporte".


Recebimento por cada mercado:

Mercado A
Preço da saca................59,00
Custo de Transferência..(4,00)
Frete...............................(4,00)
Total a receber...............51,00

Mercado B
Preço da saca................60,00
Custo de Transferência...(6,00)
Frete................................(4,00)
Total a receber...............50,00

Ou seja, para a empresa vendedora o mercado A é o mais vantajoso.

No entanto, a questão requer o valor justo desse produto agrícola. Ou seja, temos que observar o valor recebido pela saca dado na questão, deduzido do custo de transação e obtermos o valor justo.

Mas aí você pode está se perguntando: e quanto ao custo com o frete?

Nesse caso, já definido que não há mercado principal entre os dois e que, nos valeremos do Mercado mais Vantajoso, é hora de partir para o entendimento do preço justo para esse produto agrícola , e conforme a NBC TG 29(R2) – Ativo biológico e produto agrícola, e o item 13 diz:

"O produto agrícola colhido de ativos biológicos da entidade deve ser mensurado ao valor 
justo, menos a despesa de venda, no momento da colheita. O valor assim atribuído
representa o custo, no momento da aplicação da NBC TG 16 – Estoques, ou outra norma
aplicável".

Como se trata de produto Agrícola, então, devemos tratar de valor justo, para depois ser entregue ao Estoque, quando a partir de então é que seria tratado pela NBC TG 16.

Voltando para a  NBC TG 46 (R2) – Mensuração do valor justo, em seus itens 25 e 26, temos:

25 "O preço no mercado principal (ou mais vantajoso) utilizado para mensurar o valor justo do ativo ou passivo não deve ser ajustado para refletir custos de transação. Os custos de transação devem ser contabilizados de acordo com outras normas. Os custos de transação não são uma característica de um ativo ou passivo; em vez disso, são específicos de uma transação e podem diferir dependendo de como a entidade realizar a transação para o ativo ou passivo." 

26 "Os custos de transação não incluem custos de transporte. Se a localização for uma
característica do ativo (como pode ser o caso para, por exemplo, uma commodity), o preço no
mercado principal (ou mais vantajoso) deve ser ajustado para refletir os custos, se houver, que seriam incorridos para transportar o ativo de seu local atual para esse mercado".

Resumindo, para o valor justo desse ATIVO, produto biológico, não deveria, conforme item 25, ser inclusos valores referentes a custos de transação, mas no caso de frete, apenas se a localização, por exemplo, for característica do ATIVO, como diz o item 26. Dessa forma o frete entra nesse Valor Justo.

Assim, devemos refazer o cálculo encontrado para o Mercado mais Vantajoso, sem o custo de transação no Mercado A, mas mantendo o  frete, determinando o Valor Justo.

Valor justo

Mercado A

Preço da saca................59,00
Frete..............................(4,00)
Total a receber.............55,00

Alternativa C)


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Questão 1 - Exame de Suficiência CFC 2018.2 - Reconhecimento de perda de imobilizado


O Balanço Patrimonial da Sociedade Empresária Alfa, encerrado em 31/12/2016, apresentava um ativo imobilizado reconhecido ao valor contábil de R$ 80.000,00. Em 31/12/2017, a Sociedade Empresária Alfa encontrou indicações observáveis de que o valor desse ativo imobilizado diminuiu significativamente ao longo do ano de 2017, mais do que seria de se esperar como resultado da passagem do tempo ou do seu uso normal. Ademais, a Sociedade Empresária Alfa tinha evidências disponíveis, provenientes de seus relatórios internos, indicando que o desempenho econômico desse ativo imobilizado seria pior que o esperado. Sabendo disso, a Sociedade Empresária Alfa, em 31/12/2017, reconheceu a perda por desvalorização desse ativo imobilizado, assegurando que ele estivesse registrado contabilmente por valor que não excedesse seu valor de recuperação.

Informações complementares levantadas sobre esse ativo imobilizado: 

  • Em 31/12/2007, as expectativas de mercado para o valor justo desse ativo foram dadas pelos fluxos de caixa futuros líquidos de despesas de alienação, sendo: Ano 2018 R$ 30.000,00; Ano 2019 R$ 20.000,00; Ano 2020 R$ 30.000,00. 
  • Os fluxos de caixa futuros líquidos de despesas de alienação foram determinados com base no valor indicado pelas expectativas de mercado, em 31/12/2017, em relação à vida útil remanescente de 3 anos para esse ativo. 
  • Em 31/12/2017, a taxa de desconto que refletia avaliações de mercado sobre o valor do dinheiro no tempo e dos riscos específicos desse ativo imobilizado era de 12% ao ano. 
  • Em 31/12/2017, a expetativa era que, ao final de sua vida útil remanescente, o ativo teria valor residual igual a zero. 

Considerando-se somente as informações apresentadas e a NBC TG 01 (R4) – Redução ao valor recuperável de ativos e NBC TG 46 (R2) – Mensuração do valor justo, assinale, entre as alternativas a seguir, aquela com o valor que mais se aproxima da perda por desvalorização do ativo imobilizado que a Sociedade Empresária Alfa reconheceu contabilmente em 31/12/2017. Considere ainda que se tratou de um ativo individual e que ele não havia sofrido nenhum tipo de reavaliação. 

A) R$ 95.017,00.
B) R$ 80.000,00.
C) R$ 64.083,00.
D) R$ 15.917,00.

Questão anulada!!!


Nas informações complementares, no primeiro item, a questão citou 31/12/2007, quando deveria ter sido 31/12/2017.

Vamos então aproveitar a questão supondo que seja realmente 31/12/2017.

A questão trata de reconhecimento de perda no valor do imobilizado.

NBC TG 01 (R4) – Redução ao valor recuperável de ativos, diz que o valor recuperável é "o maior valor entre o valor justo líquido de despesas de venda de um ativo ou de unidade geradora de caixa e o seu valor em uso".

Já a NBC TG 46 (R2) – Mensuração do valor justo, define valor justo como "o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou que seria pago pela transferência de um passivo em uma transação não forçada entre participantes do mercado na data de mensuração".

Para o teste de recuperabilidade, esses valores seriam comparados, sendo que, pegaríamos o maior entre eles e confrontaria com o valor contábil até então. E assim, o valor de registro seria o menor entre os dois últimos, a partir do reconhecimento da perda, caso haja.

Na questão não diz qual o valor justo por uma possível venda e sim, apenas o valor em uso durante 2018, 2019 e 2020. Assim, vamos verificar qual o valor presente desses fluxos de caixa futuros e comparar o seu somatório com o valor contábil de R$ 80.000,00, e verificar o total da perda.

Esses valores devem ser trazido a valor presente, ou seja, para 31/12/2017, à taxa dada de 12%.

Valor presente

Ano 2018 - R$ 30.000,00
VP = 30 / (1 + 0,12)1 = 26.785,71

Ano 2019 - R$ 20.000,00
VP = 20 / (1 + 0,12)2 = 15.943,88

Ano 2020 - R$ 30.000,00
VP = 30 / (1 + 0,12)3 = 21.353,41

Somando os três valores presentes teremos R$ 64.083,00

Valor contábil .............80.000,00
Valor Recuperável........64.083.00

Como o valor que deve ficar registrado é o menor deles, então, é necessário verificar o total da perda e registrar essa perda, que vai reduzir o ativo imobilizado para R$ 64.083,00.

Perda = 80.000,00 - 64.083.00 = 15.917,00.

Alternativa D).

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Questão 48 - Exame de Suficiência CFC 2018.1 - Proibição e Permissões em Perícia Contábil


Segundo a NBC TP 01 – Perícia Contábil, ao ser intimado para dar início aos trabalhos periciais, o perito do juízo deve comunicar às partes e aos assistentes técnicos: a data e o local de início da produção da prova pericial contábil, exceto se designados pelo juízo. Sobre este assunto, analise as afirmativas marque V para as verdadeiras e F para as falsas.

( ) Caso não haja, nos autos, dados suficientes para a localização dos assistentes técnicos, a comunicação deve ser feita diretamente às partes e/ou ao Juízo.

( ) O perito-assistente pode, tão logo tenha conhecimento da perícia, manter contato com o perito do juízo, colocando-se à disposição para a execução da perícia em conjunto.

( ) Na impossibilidade da execução da perícia em conjunto, o perito do juízo deve permitir aos peritos-assistentes o acesso aos autos e aos elementos de prova arrecadados durante a perícia, indicando local e hora para exame pelo perito-assistente.

( ) O perito-assistente pode entregar ao perito do juízo cópia do seu parecer técnico-contábil, previamente elaborado, planilhas ou memórias de cálculo, informações e demonstrações que possam esclarecer ou auxiliar o trabalho a ser desenvolvido pelo perito do juízo.

A sequência está correta em:

A) F, F, F, V.
B) F, F, V, V.
C) F, V, V, V.
D) V, V, V, F

Solução:

No item 1, o erro fica por conta desse comunicado diretamente às partes, pois, em casos como estes, o correto é que essa comunicação fosse diretamente aos advogados das partes, uma vez que estes representam as partes. (falso).

No item 2, essa comunicação entre os peritos assistentes e o período do juízo é correta até mesmo por questões de lógica, já que podem até mesmo conduzirem conjuntamente a perícia, quando for o caso. (verdadeiro)

No item 3, também se trata de uma verdade tal permissão e indicação de local e horário para esses exames, já que os peritos assistentes, contratados das partes, estão ali para acompanhar esse trabalho do perito contador (do juízo). (verdadeiro)

No item 4, como a pericia busca uma conclusão que sirva como meio de prova, e podendo sim, os peritos assistentes e do juízo trabalharem em conjunto e ainda, como não se trata de "queda de braço", quaisquer trabalhos realizados pelos peritos assistentes acerca do objeto da perícia que possam ajudar na elucidação, devem ser também compartilhados o perito do juízo. (verdadeiro)

Assim, temos a sequência, F, V, V, V.

Alternativa C).